Meu quarto, 24 de janeiro de 2025.
Caro leitor,
Oi! Hi! Ciao! Hallo! entre outras saudações existentes do universo, direciono todas a ti, que estás me lendo. Através desta carta, pretendo fazer uma breve apresentação do que quero conquistar com este blog.
Meu objetivo primordial é praticar a escrita, pois, apesar de eu amar livros, poemas, músicas, crônicas, contos, cartas e tudo que utiliza das palavras para transmitir o mundo, eu mesma tenho dificuldade em transmitir o mundo, tanto aquele dentro quanto aquele fora de mim. Assim, quero abrir os portões que barram os meus pensamentos de alcançarem outras pessoas. Os outros objetivos estão a definir, pois ainda tenho muito no que pensar.
Como eu te demonstrei em algumas frases, leitor, línguas, linguagem e literatura são os meus interesses mais passionais. Quero ser uma daquelas pessoas que sabe falar várias línguas, podendo me comunicar de diferentes maneiras e com uma gama diversa de palavras, com significados que, muitas vezes, só um idioma pode transmitir.
Entre as diferentes línguas, a língua portuguesa é a que tem, sem sombra de dúvidas, o meu coração, representando para mim a mais bela forma de expressão. Porém, também sei inglês, um idioma que te torna mais receptivo para o mundo, por ser considerado the universal language e, dessa forma, também pretendo desenvolvê-lo nesse blog. Além disso, no momento, estou aprendendo o italiano, que possui uma personalità mais enfática e entusiasmada, que me deixa mais motivada para aprender. Dando um breve relance nos meus projetos futuros, o alemão é, possivelmente, o idioma seguinte.
E aí vem a literatura, ou os livros, que não são a mesma coisa, mas ocupam o mesmo lugar no meu órgão do lado esquerdo do peito (metaforicamente) — pode ser que eu escreva acerca da diferença futuramente. Entretanto, aqui tratarei da minha história com eles, que vem desde a tenra infância, incentivada pela minha mãe, pelo meu pai, pelas minhas professoras e pelo meu crescente interesse em saber, entender e conhecer. E que função maior tem a literatura? A qual usa justamente da mimese e da verossimilhança para elucidar o ser humano sobre os outros seres humanos, usando da ficção para te fazer entender a realidade. Do meu ponto de vista, isso é espetacular.
Falando em POV (point of view/ponto de vista), os livros te fazem observar por outros olhos, pensar partindo de outra perspectiva e concluir coisas que tu, talvez, nunca tenhas tido uma situação que te forçasse a enxergá-las. Portanto, como admiradora dessa característica intrínseca dos livros, nesse blog trarei muitas resenhas, opiniões e impressões das obras que sinto uma urgência maior em falar sobre.
Clarice Lispector escreveu uma crônica chamada Não entender, ela pode ser encontrada em A descoberta do mundo, um dos livros da autora. Quero evocá-la por meio de uma frase que descreve um grande sentimento: “Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras”. Sendo jovem e tendo essa sensação, quero ser capaz de sintetizar textos e entender a mim mesma e aquilo ao meu redor, para também saber o que eu quero para o meu futuro (esses são os objetivos a definir).
Espero que tu te interesses pelas coisas que eu escrevo e acompanhes minhas mudanças de leituras, aprendizados e interesses (as quais desejo documentar aqui).
Cordialmente,
Rafaela Wessel.
P.S.: prepare-se para receber diversas indicações de leituras e sinta-se livre para fazer o mesmo comigo. A de hoje é a crônica citada da Clarice Lispector e um artigo da revista Psyche sobre a mudança do “eu” que vem ao trocar o idioma falado, pode ser acessado no link a seguir <https://psyche.co/ideas/speaking-a-different-language-can-change-how-you-act-and-feel>.